segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Partilha 33 – No Natal aprendemos acerca da consequência da obediência.

Maria, ainda virgem, fica a saber pelo anjo de Deus que vai ser mãe de um bebé, além de ser virgem ela está comprometida em casamento com José. Na verdade ela seria vista como adúltera, digna de morte. Quanto a José, Deus manda avisá-lo também que aceitasse Maria, porque o Bebé era dado pelo Deus todo poderoso. Pela história bíblica percebemos que provavelmente por causa do julgamento alheio, Maria foi passar um tempo a casa da sua prima Isabel. Quando o dia do nascimento estava próximo, César Augusto, decretou que todos deveriam ir à sua terra Natal alistar-se. Então vemos o quadro típico de um mulher com um barrigão enorme a fazer uma longa viagem até Belém. Quem de nós já esteve grávida consegue bem perceber o quanto deve ter custado aquela viagem a Maria e também a José, que deve ter passado toda a viagem a ouvir Maria a reclamar, como se fosse culpa dele! Quando chegam a Belém, batem a todas as portas possíveis e não encontram lugar para pernoitar...até que alguém aluga a estrebaria e incrivelmente, é ali que Maria vai da à luz Jesus. Que tribulação, mas pelo menos tudo parece estar a andar com normalidade, voltam para casa e o que é que acontece? Deus diz a José que tem de fugir para o Egito, sem tempo determinado, para poderem proteger o bebé! Ali vai aquela família a carregar tudo o que podiam, em direção de uma terra estranha, onde vão ter de começar do zero! Finalmente adaptam-se, começam a ter uma vida normal no Egito e Deus diz-lhes que podem regressar à terra de Israel. Parece que podemos ouvir Maria dizer: Oh, que bom, podemos regressar para perto dos nossos familiares e conhecidos! Mas ainda a saborear o alívio, José diz: Sim podemos regressar a Israel, mas não para a Judeia, e para a nossa parentela, Deus mandou ir para a Galileia, mais propriamente Nazaré! Maria: Nazaré? Todos falam mal de quem lá vive, até dizem que dali nada vem de bom...
A vida deste casal não foi nada fácil, e muitas das dificuldades que passaram foi devido à obediência que sempre tiveram à ordem de Deus. Fica claro que Deus sabia a quem tinha escolhido para tamanha responsabilidade de dar à luz e criar a Jesus, o Salvador. Uma coisa que me chama atenção é que apesar de o que era pedido por Deus ser difícil e doloroso, Maria e José nunca perderam o alvo, que era cumprir a tarefa que Deus lhes tinha confiado... Entendemos que quando queremos ser obedientes a Deus, vamos enfrentar muitos obstáculos, situações desagradáveis, e até pode passar pela nossa mente a questão: Mas se eu estou a fazer o que Deus mandou, o que é certo, porque é que está a ser tão difícil, porque é que parece que tudo está a dar errado comigo! Mas voltando a Maria e a José, vejam o privilégio que foi ser escolhido pelo próprio Deus para serem educadores do futuro Salvador. José é chamado, o Justo, como aquele que em quem apenas se achou a justiça de Deus, e Maria é chamada de agraciada de Deus, por outras palavras, aquela para quem Deus olhou e achou graça aos olhos d’Ele. Ser obediente a Deus não pressupõe facilidades ou estarmos isentos de percalços, por vezes ser obedientes faz-nos sofrer danos, “engolir sapos”, caminhar por caminhos mais rochosos, mas uma coisa é certa, os privilégios que vivemos, as maravilhas que assistimos de camarote e a tranquilidade que temos na consciência e no coração compensam tudo o resto!
Ser Mais Mulher é ter a consciência que viver com Deus é uma vida com dificuldades como é natural, mas que essas dificuldades não são maiores que as alegrias e magníficas aventuras que ela vive com Deus! Ser Mais Mulher é ser aventureira!

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